2011-04-13

O combate às irregularidades no sector da vigilância privada

Segundo a ACT - Autoridade para as Condições de Trabalho - entidade que depende directamente do governo, 1 em cada 3 trabalhadores do sector da vigilância privada está em situação irregular. Importa clarificar que esta situação não é do interesse dos trabalhadores, pois torna-os mais frágeis perante patrões sem escrúpulos que se aproveitam da situação para todos os incumprimentos quanto aos direitos dos trabalhadores, nomeadamente em relação à carga horária e ao pagamento dos salários e horas extraordinárias, entre outros.
Há empresas que continuam a exercer actividade, inclusive em instituições do Estado e em autarquias, mesmo depois de publicamente desmascaradas. Veja-se o caso da Fénix que continua com salários em atraso e continua a prestar serviço, por exemplo na Câmara Municipal de Odivelas. Ou o caso da ASF, com sede em Coimbra, que presta serviços nos hospitais públicos desta cidade, também com salários em atraso. Há outras empresas em situação semelhante.
Quando as instituições do Estado dão estes péssimos exemplos, é fácil ver ao lado de quem está quem governa. Do lado dos trabalhadores não é, com certeza.
Por estas e por outras situações é que é necessário que os trabalhadores reforcem o seu sindicato de classe, sindicalizando-se, promovendo a sua organização no local de trabalho, elegendo os seus representantes, os seus delegados sindicais e participando activamente na vida do seu sindicato, para poderem exigir que este actue em sua defesa.

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