2011-02-11

Lutar pelos direitos, pelos salários e pelo emprego

Os ataques aos salários, aos direitos e ao emprego continuam de forma generalizada e brutal, contra os trabalhadores de todos os sectores de actividade e também no sector da vigilância. Seguindo as orientações do governo, no seguimento dos acordos feitos pelo PS e pelo PSD para reduzir despesas do Estado, assistimos à redução do número de vigilantes em empresas públicas como o Metropolitano de Lisboa (2045 e Grupo 8), Campus da Justiça (Prosegur), entre outras. Sabemos que a 2045, para se livrar de trabalhadores, está a oferecer entre 1500 e 2000 euros para a rescisão "amigável" dos contratos, independentemente dos anos de serviço na empresa.

No caso de recusa por parte do trabalhador, a empresa tem tentado enviá-los para postos de trabalho que nalguns casos distam mais de 50 quilómetros do local de residência, o que é ilegal. Além disso, nos termos da cláusula 50ª número 6 do Contrato Colectivo de Trabalho do sector da vigilância, a empresa é obrigada a custear as despesas acrescidas derivadas da mudança de local de trabalho por razões não imputáveis ao trabalhador.

Nas linhas verde e amarela do Metro o Grupo 8 aproveita a actual situação para, a qualquer pretexto, se livrar dos seus trabalhadores, nomeadamente não renovando os contratos a prazo, exigindo aos trabalhadores que se apresentam diariamente barbeados, sob pena de não pegarem ao serviço, etc.

Só a unidade dos trabalhadores enquadrados no seu sindicato pode fazer face a estes e outros ataques do patronato, suportado por um governo ao serviço dos grandes grupos económicos e financeiros.

A organização unitária dos trabalhadores é essencial para defenderem os seus interesses e direitos. É necessário reforçar essa organização, a partir da empresa/local de trabalho, elegendo delegados sindicais e participando activamente na vida do sindicato e nas lutas do Movimento Sindical Unitário de classe, representado pela CGTP-IN, contra o roubo nos salários e direitos e contra os despedimentos.

O PCP, estará sempre ao lado dos trabalhadores e do povo em defesa dos seus interesses.

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